Adolescente é brutalmente assassinada em tentativa de estupro pelo padrasto em Planaltina

O crime bárbaro que chocou Planaltina

Equipes do 14º Batalhão da Polícia Militar prenderam o suspeito. – (crédito: Ana Carolina Alves/CB)

Em uma manhã que começou como qualquer outra, a cidade de Planaltina, no Distrito Federal, foi abalada por uma notícia devastadora: o assassinato de uma adolescente de apenas 14 anos, cometido pelo próprio padrasto. O crime, que ocorreu nas primeiras horas do dia, foi descoberto por volta das 6h40, quando a mãe da menina, ao acordar, encontrou sua filha sem vida em seu quarto, apresentando claros sinais de violência.

O autor do crime, um homem de 28 anos, estava em um relacionamento recente com a mãe da vítima. A suspeita é de que ele tentou estuprar a jovem antes de tirar sua vida, um ato de extrema brutalidade que chocou toda a comunidade. A adolescente, que deveria estar segura em seu próprio lar, tornou-se vítima de um crime hediondo que traz à tona questões urgentes sobre violência doméstica e proteção a menores.

Uma noite que terminou em tragédia

Na noite anterior ao crime, a mãe da vítima estava comemorando a compra de um novo apartamento junto de suas filhas e do companheiro. Em um momento que deveria ser de alegria e esperança para o futuro, ela acredita ter sido dopada pelo suspeito, pois não despertou durante a noite. Enquanto todos dormiam, o homem teria se aproveitado da situação para ordenar que uma das filhas menores dormisse em outro cômodo, isolando a vítima para cometer o ataque.

Esses detalhes sombrios ressaltam a premeditação do ato e a traição de confiança que o suspeito executou, manipulando a situação para perpetrar um crime tão atroz. As investigações continuam, mas a suspeita é de que ele tenha planejado o ataque, aproveitando-se do momento de vulnerabilidade da família.

Ação rápida da polícia e a prisão do suspeito

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) agiu com incrível rapidez após ser acionada. Em apenas 20 minutos, os policiais do 14º Batalhão, com o auxílio da mãe da vítima, conseguiram localizar e prender o suspeito na região da Estância III. Utilizando o rastreio de um dos celulares roubados da residência, a polícia chegou até ele, que tentou resistir à prisão e impedir o uso de algemas, demonstrando frieza mesmo diante de uma situação tão grave.

Durante a abordagem, foram recuperados um notebook e dois celulares, itens roubados do local do crime. Ao ser interrogado, o homem confessou ter estrangulado a adolescente após ela se opor ao seu desejo de consumir drogas no apartamento, um detalhe que só aumenta a gravidade de suas ações.

Histórico criminoso e prisão domiciliar

O suspeito já possui um histórico criminal preocupante, com registros por estupros e roubo de veículos, e estava cumprindo prisão domiciliar no momento em que cometeu o feminicídio. Essa informação levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas de monitoramento e a proteção das vítimas em potencial, destacando a necessidade de um sistema mais rigoroso e protetivo.

A reincidência do suspeito em crimes tão graves e a sua liberdade sob prisão domiciliar demonstram falhas que devem ser urgentemente revisadas para evitar que novos crimes semelhantes ocorram. A comunidade, em choque, clama por justiça e por reformas no sistema que permitam uma proteção mais eficaz às pessoas vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes.

Consequências e investigação

Com a constatação do óbito pela equipe do Samu, que identificou lesões graves no pescoço e rosto da vítima, foram acionadas a perícia e a Polícia Civil para dar início aos procedimentos de investigação. A intervenção rápida da PMDF foi crucial para evitar a fuga do suspeito e garantir que o processo judicial tivesse início rapidamente, permitindo que a justiça comece a ser feita diante de um crime que interrompeu prematuramente a vida de uma jovem.

A brutalidade do ato e as circunstâncias em que ocorreu chocaram não apenas a comunidade local, mas também abriram espaço para discussões mais amplas sobre violência doméstica, proteção infantil e a eficácia das políticas de segurança pública. Este trágico evento reforça a urgência de ações efetivas e preventivas que possam minimizar a ocorrência de crimes tão brutais.

A reincidência do suspeito em crimes tão graves e a sua liberdade sob prisão domiciliar demonstram falhas que devem ser urgentemente revisadas para evitar que novos crimes semelhantes ocorram.

Fonte; correiobraziliense.com.br

Mais recentes