Histórico de crimes e tragédia: o caso de Marlon Carvalhedo da Rocha

O Feminicídio de Planaltina: Um Crime Chocante

Marlon Carvalhedo da Rocha, suspeito de feminicídio, já havia sido investigado por crimes como estupro, uso e porte de drogas e roubo de veículo. – (crédito: Cedido ao Correio)

Em um caso que chocou a comunidade de Planaltina, no Distrito Federal, Marlon Carvalhedo da Rocha, de 29 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PMDF) sob a acusação de feminicídio. A vítima, uma adolescente de apenas 14 anos, foi brutalmente assassinada, levando a mais uma tragédia de violência doméstica e deixando a região em estado de alerta.

Marlon, que cumpria prisão domiciliar, tem um extenso histórico criminal. Ele já havia sido investigado por vários crimes, incluindo estupro e roubo de veículo, além de uso e porte de drogas. A prisão se deu graças a um rápido trabalho da polícia, que contou com o apoio da mãe da vítima e o rastreamento de um celular roubado durante o crime.

Um Passado Manchado por Crimes

O passado de Marlon é marcado por uma sequência de crimes que vão desde o uso de substâncias ilícitas até acusações mais graves de estupro. Em 2016, Marlon foi autuado por uso e porte de drogas, uma infração que já demonstrava seu envolvimento com atividades ilícitas.

Um dos casos mais perturbadores ocorreu em agosto de 2019, quando Marlon foi acusado de estupro de vulnerável. A vítima, uma criança de 11 anos, relatou que o crime ocorreu durante um almoço em uma chácara, onde Marlon teria chegado embriagado e sob efeito de drogas. Ele teria levado a criança à força para uma cachoeira, onde o abuso e ameaças de morte aconteceram.

Mais recentemente, em 2023, Marlon cometeu um crime hediondo contra sua própria mãe durante uma saída temporária de Natal. O ataque foi tão grave que o pai e o irmão de Marlon tiveram que intervir e contê-lo até a chegada da polícia. Um vídeo gravado logo após o crime corroborou a versão da vítima.

Acusação de Roubo e Prisão Domiciliar

Além das acusações de estupro, Marlon também esteve envolvido em um caso de roubo de veículo no ano de 2023. A Polícia Civil (PCDF) o investiga por um incidente ocorrido no Itapoã, onde um carro foi encontrado após uma perseguição policial. O condutor, que se acredita ser Marlon, fugiu após colidir o veículo em árvores, deixando para trás uma passageira que foi detida por desacato, bem como uma carteira de identidade que levava o nome do suspeito.

Apesar de sua prisão domiciliar, Marlon conseguiu manter um relacionamento com a mãe da adolescente assassinada, o que possibilitou sua presença na residência na noite anterior ao crime. Esse relacionamento é parte central da investigação, uma vez que o suspeito teve livre acesso à casa da vítima.

O Crime e a Fuga

Segundo as investigações, durante a madrugada fatal, Marlon teria isolado a adolescente de sua irmã mais nova, de 11 anos, pedindo para que a criança dormisse em outro cômodo. Quando a mãe acordou, encontrou a filha inconsciente e com ferimentos no pescoço, um cenário que indicava o brutal ataque ocorrido.

Após o crime, Marlon fugiu a pé, levando consigo vários itens da residência, incluindo um celular, um computador, perfumes e roupas. Esses itens foram fundamentais para a polícia rastrear e localizar o suspeito pouco tempo depois. A fuga, embora rápida, foi insuficiente para evitar sua captura.

A Comunidade em Luto e a Busca por Justiça

O assassinato da jovem em Planaltina deixou a comunidade em luto e com um sentimento de insegurança. O prédio onde a família da vítima morava havia sido inaugurado há apenas três meses, e a falta de mobília e iluminação na residência reflete uma família que ainda estava se adaptando ao novo lar.

Com Marlon detido na 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, as investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes do caso e garantir que a justiça seja feita. A tragédia reforça a necessidade de um olhar atento para casos de violência doméstica e a urgência de medidas eficazes para proteger vítimas vulneráveis de agressores reincidentes.

“Quando a mãe da vítima acordou, encontrou a menina desacordada e com ferimentos no pescoço.”

Por Ana Carolina Alves

Fonte: correiobraziliense.com.br

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