Técnico preso por mortes na UTI apresentou relatos contraditórios sobre os crimes

O caso chocante envolvendo a UTI de um hospital em Taguatinga

Marcos foi preso em casa, em Águas Lindas – (crédito: Redes sociais)

Em um caso que abalou a comunidade de saúde de Taguatinga, no Distrito Federal, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de apenas 24 anos, foi detido sob suspeita de ter cometido um dos crimes mais chocantes e frios na área médica. Marcos é acusado de matar três pacientes ao administrar doses letais de uma substância química enquanto trabalhava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta.

A detenção de Marcos não foi um evento isolado. Duas outras técnicas do mesmo hospital, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, também foram presas como parte da investigação em curso.

Versões conflitantes e a frieza do acusado

Durante o interrogatório conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal, Marcos apresentou três versões diferentes sobre os eventos que ocorreram na UTI. Inicialmente, ele negou qualquer envolvimento com as mortes, alegando que apenas seguia as orientações dos médicos, especialmente no que dizia respeito às dosagens das substâncias administradas.

No entanto, após mais questionamentos, Marcos mudou sua história. Ele confessou ter realizado as aplicações letais e justificou sua ação dizendo que estava sob estresse devido ao ambiente tumultuado do plantão. “Ele declarou que estava estressado e decidiu liberar todos”, relatou o delegado Maurício Iacozzilli, da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP).

Em sua terceira e última versão, Marcos novamente admitiu os atos, mas desta vez afirmou que sua intenção era aliviar o sofrimento das vítimas, uma tentativa de justificar o injustificável.

As vítimas e o impacto das tragédias

As mortes causadas por esse ato cruel e deliberado incluem a professora Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, o servidor dos Correios Marcos Moreira, de 33 anos, e o servidor da Caesb João Clemente, de 63 anos. As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025, e todos os pacientes não apresentavam histórico de doenças graves.

João Clemente, por exemplo, foi internado no hospital no início de novembro para tratar um coágulo cerebral. Segundo sua família, a cirurgia foi bem-sucedida, mas durante a recuperação, ele sofreu complicações pulmonares que levaram a duas paradas cardíacas, sendo a última em 17 de novembro.

Evidências e filmagens sob sigilo

As investigações da Polícia Civil revelaram detalhes perturbadores sobre as circunstâncias das mortes. Em um dos casos, enquanto os médicos tentavam reanimar a professora Miranilde após uma parada cardiorrespiratória, Marcos supostamente aproveitou a distração da equipe médica para injetar uma nova dose da substância letal, sem que ninguém percebesse.

Câmeras de segurança do hospital capturaram a ação, porém, as filmagens estão atualmente sob sigilo, protegidas pela polícia como parte das provas do caso. Além disso, o delegado informou que, na ausência da substância química usual, Marcos teria injetado mais de dez doses de desinfetante diretamente na veia da professora, um detalhe que acentua a gravidade e a frieza de suas ações.

Ele disse que estava estressado, que iria liberar todos e, por isso, tomou tal atitude.

NomeIdadeProfissãoData da Morte
Miranilde Pereira da Silva75ProfessoraEntre novembro e dezembro de 2025
Marcos Moreira33Servidor dos CorreiosEntre novembro e dezembro de 2025
João Clemente63Servidor da Caesb17 de novembro de 2025

Por Darcianne Diogo

Fonte: correiobraziliense.com.br

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